Memória, legitimidade e representação: O Rio de Janeiro como a mais afortunada capital do novo mundo
Os festejos de celebração pelo desembarque da Corte portuguesa no Rio de Janeiro, em março de 1808, demarcam não apenas a emergência de um novo tempo na vida da cidade e de seus moradores, mas também uma profunda re-significação de seu espaço físico e imaginário, verificados a partir da tentativa de legitimar-la quer como nova Corte de uma monarquia européia quer como novo "espaço de poder" no seio da América portuguesa. Neste sentido, a apresentação ora proposta tem o objetivo de avaliar os primeiros indícios demonstrativos de alteração no status da cidade, num contexto em que o sentimento de exaltação pela nova posição alcançada se mistura ao de sobreposição de valores e de visões de mundo.




