Práticas culturais de sociedades ágrafas no Brasil contemporâneo
Os Mbya Guarani, localizados no Posto Indígena Rio do Areia no Paraná, mantém o conhecimento produzido por toda sua sociedade utilizando-se da oralidade, da memória social e da experiência dos mais velhos como meios de socialização. As práticas culturias que dão sentido às suas existências são conhecidas pela sociedade letrada desde o séc. XVI, via registros escritos. Apesar do contato contínuo com a sociedade nacionall, detentora de práticas sociais aparentemente mais eficazes, entre os Mbya Guarani as práticas tradicionais ainda operantes, coexistindo em paralelo às da sociedade dominante. Tal paralelismo abrange muitas esferas da realidade dos Guarani Mbya, evidenciando a força da tradição frente à modernidade.
Relatos de viajantes no século XVI registram a presença de numerosa população Guarani no atual território paranaense. O contato do colonizador com a sociedade Guarani ocorre naquele período, de modo esporádico. No século XVII, porém, os Grupos Guarani mantêm com as sociedades históricas contato permanente nas três cidades militares e nas treze reduções jesuíticas estabelecidas na região do Guairá. Mais que convívio entre culturas diferentes, os colonizadores possuíam projeto de transformação da sociedade ágrafa em "civilizada", ou pelo menos o adestramento daquelas de acordo com os modelos que deveriam implantar.
Simultaneamente à interferência da cultura espanhola, os Guarani passam a sofrer o impacto da cultura luso-brasileira, que iniciada nas bandeiras terá continuidade pelos séculos seguintes.
No século XVIII e XIX, a expansão da sociedade nacional ocorre oficialmente por dois mecanismos: o estabelecimento de colônias militares e os aldeamentos indígenas. O avanço para os sertões, a defesa das fronteiras, o estabelecimento de fazendas, resultam na instalação de cinco colônias militares e oito aldeamentos indígenas que ocorrem paralelamente em pontos estratégicos do território paranaense.
Concentrados e vigiados, os indígenas deixarão os espaços livres para a ocupação e povoamento dos colonizadores. Até o século XX, as soluções encontradas para o "problema" das sociedades ágrafas e "primitivas" foram a conversão ao modelo civilizador ou a eliminação daquelas.
Portanto, entre 1810 e 1891, há deslocamentos de grupos indígenas promovidos pelo governo do Império e República, retirando-os das terras que ocupavam, sendo loteadas para a população nacional e os imigrantes.
Os aldeamentos ou colônias indígenas tiveram curta duração, sendo os índios removidos sistematicamente de um local para outro. O aldeamento de Loreto, após 7 anos de existência, transferiu aos Kayova para o de Santo Inácio, juntando-as aos Nhandeva, até 1879, quando são transferidos para São Pedro de Alcantara, junto aos KAINGANG, até 1895, quando o aldeamento é extinto.
A extinção dos demais aldeamentos, São Jerônimo 1882, Guarapuava 1825, Palmas 1879, Papanduva1878 e Catanduvas 1891, dispersa os grupos indígenas, que voltaram para seus locais de origem aonde viviam antes da instalação dos aldeamentos.
Portanto, entre 1810 e 1891, há deslocamentos de grupos indígenas promovidos pelo governo do Império e República, retirando-os das terras que ocupavam e tornando-as devolutas, sendo loteadas para a população nacional e os imigrantes.
Os aldeamentos e colônias militares porém, não abrigaram toda a população indígena existente no território. Paralelo a estas haviam os ‘tekoha’ (locais de habitação dos Guarani) e igualmente os ‘emá’ (locais de habitação KAINGANG) distribuídos por todo o território paranaense.
A extinção das colônias e aldeamentos em fins do século XIX, deixa os grupos tribais dispersos até a criação do Serviço de Proteção ao índio (SPI) em 1910.
As terras que ocupavam anteriormente aos aldeamentos e às colônias, encontram-se agora ocupadas por nacionais ou imigrantes, tendo sido loteadas pelo estado como devolutas, pois os indígenas as haviam "abandonado" há algum tempo. A ocupação das áreas pelos Guarani, isto é, o seu retorno, só será possível porque se encontra registrada na memória social dos grupos transmitida oralmente.
Além do registro arqueológico, no Município de Inácio Martins, no Rio da Areia, há documentação cartorária registrando a presença dos Guarani Mbya desde 1902. Apesar dos 500 anos de convívio com a sociedade complexa, os Guarani mantém-se como sociedade utilizando a oralidade como mecanismo de socialização das novas gerações.
O idioma Guarani Mbya é falado por todos os membros do grupo. Grande parte das mulheres e principalmente os mais velhos compreendem com dificuldade a língua portuguesa. As crianças só aprendem o idioma nacional quando vão à escola para serem alfabetizados. Os homens mais jovens compreendem bem a língua portuguesa porque o contato com a sociedade nacional é sempre realizado com eles. Porém, homens, mulheres, crianças, jovens, adultos e velhos têm domínio pleno do idioma Guarani.
Na área do Posto Indígena Rio da Areia, há um professor não índio alfabetizando as crianças no idioma português e um posto de saúde com enfermeira não índia. O posto de saúde atende basicamente as crianças e a população mais velha. No caso das crianças, o atendimento está relacionado à baixa imunidade e peso, e na distribuição de vacinas e leite.
Com relação aos mais velhos, o atendimento ocorre principalmente em relação às infecções respiratórias. As demais doenças e sintomas, como dores de cabeça, no corpo, no estômago, diarréias, vômitos, alergias, mordidas de insetos e outros são atendidas pelas práticas tradicionais do pajé e das mulheres. As jovens índias casadas relutam no atendimento ao parto em hospital, só o fazendo quando há risco de vida. As mulheres continuam tendo seus filhos com assistência das mulheres mais velhas do grupo familiar, em suas habitações.
Alimentos industrializados são consumidos pelos Mbya Guarani, principalmente arroz, café, sal, azeite, farinha de trigo, bolacha e pão. Contudo, grande parte da alimentação é obtida com a coleta, a caça e a agricultura.
As frutas como araçá, amora preta, uvaia, ariticum, ingá e pinhão, permanecem usadas na alimentação, assim como as raízes, folhas e flores de algumas espécies no preparo de chás para o tratamento de doenças. Essas frutas atendem à sazonalidade na coleta, pois araçá, uvaia, ingá e amora são comestíveis nos meses de setembro a março, enquanto pinhão e ariticum no período do inverno.
As plantas perenes, macela e carqueja, continuam sendo colhidas durante todo o ano e usadas em chás e emplastos no tratamento de doenças.
As flores destes e outros vegetais permitem a produção do mel durante todo o ano pela abelha "miri", sendo fonte alimentar importante na dieta e utilizado como medicamento.
Em relação à obtenção da proteína animal, no abate da caça, ainda são encontrados o cateto, paca, tatu ‘Ai’ e paulista, veado cambota e pardo, cutia, lontra, capivara, nambu, rola, uru e jacu. Todos os mamíferos são apanhados em armadilhas - mondeu - produzidas com as técnicas tradicionais utilizadas pelos Guarani e fartamente registrado na literatura.
A procura e abate destas espécies segue o ciclo de reprodução das mesmas, assim como seus hábitos alimentares e locais de repouso. Logo, os animais possuem área de circulação ampla para a obtenção de alimento, água e reprodução, o que significa que estarão presentes onde estas condições existirem. Desse modo, os Guarani circulam na área onde circulam tais espécies, pois para a captura dos animais é preciso que os Mbya conheçam seu habitat específico.
Todos os mamíferos referidos são herbívoros, alimentando-se não só da vegetação mas também dos frutos existentes e espalhados pela área, assim como do milho, abóbora e batata doce das plantações.
As aves, outrora abundantes, são menos freqüentes, mas continuam se reproduzindo e são abatidas com "bodoque" (estilingue), comidas depois de assadas. Suas penas são empregadas nos adornos confeccionados pelas mulheres que os usam e comercializam. Assim como os mamíferos relacionados, as aves se alimentam dos frutos das espécies vegetais existentes na área. A eliminação das plantas com frutos, com a derruba da mata, resultou na redução da população de aves.
A alimentação obtida pela pesca de peixes diminuiu consideravelmente, ocorrendo atualmente na porção inferior do Rio Areia, próximo ao tanque. Até setenta anos a coleta de peixes que ocorria pelo "apanho de armadilhas", em virtude da sua abundância, é realizada no presente com anzol, porém de forma esporádica.
A alimentação resultante do plantio de milho, mandioca, batata doce, abóbora, cana de açúcar, melancia permanece a mesma descrita pelos Guarani mais velhos. Há a prática da roça em pequenas áreas próximas à habitação para ser colhida diariamente, e a mais afastada de milho em maior proporção para o armazenamento e comercialização. O "milho criança", espécie plantada exclusivamente para o consumo no ritual de "nominação", realizado na "Casa de Reza", ainda é praticado. As roças maiores ocupam clareiras de capões que são utilizadas por espaços de cinco anos consecutivos, após deixado para o "descanso da terra". Outra área então é limpa e plantada, voltando à anterior cinco anos após.
Parte da palha do milho é deixada no local da roça, funcionando como cobertura e adubo do solo. O purungo plantado no verão, após colhido e preparado, é usado nos rituais da "Casa de Reza" como "maraca". A caça, a pesca e a plantação, são atividades masculinas, enquanto a coleta pode ser realizada por homens e mulheres, exceção à coleta da taquara só executada pelos homens.
A coleta da taquara continua sendo realizada do mesmo modo como os Guarani ali instalados desde 1902 o faziam, utilizando presentemente para o corte instrumentos industrializados. Porém, as técnicas de corte, preparo e uso, permanecem as mesmas na construção das casas, nos balaios, cestas, peneiras, chapéus, armadilhas e adornos.
Os galhos de pinheiro coletados e os nós de pinho, continuam sendo empregados na confecção do cachimbo peta, que obedece a uma técnica específica na sua produção e uso na "Casa de Reza" e também produção de adornos.
A taquara é matéria prima utilizada na construção das "Casas de Reza" onde são emparelhadas e fixadas no chão, sendo os espaços entre as taquaras preenchidos com barro úmido. A estrutura do telhado, assim como a cobertura, também são de taquara, destacadas em fibras. O chão é preparado com terra batida, isto é, sem assoalho.
Além do uso na "Casa de Reza", a taquara é utilizada emparelhada, em forma de treliça, como única estrutura das habitações das unidades familiares, e também na sua cobertura. é ainda a matéria prima da confecção de cestos, balaios, utilizados na coleta de milho, feijão, mandioca e todos os produtos da plantação, assim como em seu transporte e armazenamento.
As peneiras usadas para separar os resíduos do feijão, milho, assim como as cestas, balaios e abanos confeccionados para a venda, utilizam a taquara como matéria prima que é coletada pelos homens, sendo a produção simultaneamente realizada por homens e mulheres.
Na "Casa de Reza" é utilizado, pelo Pajé, nas cerimônias, o cachimbo produzido com a madeira do Pinheiro do Paraná. O cachimbo "peta" é elaborado pelo Pajé e após rituais específicos usado com fumo de corda na "Casa de Reza" nos rituais de cura das doenças, nos batizados, nascimentos, mortes, resolução de disputas internas, saídas da aldeia, início do período da plantação do milho, ou seja, em todas as situações onde a proteção e harmonia sejam necessárias.
Outro instrumento utilizado nos rituais na "Casa de Reza" é o "maraca", obtido do purungo, que emite som parecido ao do chocalho. Esta planta rasteira (Lagenaria vulgaris), é semeada no verão, colhida cinco a seis meses após, quando então é deixada secar, alisada com água e areia, preparando-a para o uso.
As sementes em geral são coletadas por homens e mulheres, incluindo aquelas utilizadas no interior do "maracá". Além disso, com determinadas sementes, são confeccionados, pelas mulheres, os colares que usam e comercializam. Coletada igualmente, a cera da "miri", é utilizada junto com o carvão para obter o corante preto que ornamenta os objetos da cestaria, assim como para impermeabilizar alguns cestos.
Grande parte das habitações tradicionais foram substituídas pelo Estado, por construções de alvenaria. Contudo, ao lado dessas "casas dos brancos", os Guarani mantém as casas tradicionais onde cozinham e se aquecem no inverno. Ali também são assados os animais apanhados no mondeu, assim como o pinhão, a mandioca, as espigas de milho e a batata doce.
Embora comercializem o excedente de milho, mandioca, pinhão e mel, também realizam trocas entre os grupos familiares. As unidades residenciais compreendem, além do casal e os filhos, os idosos, os jovens solteiros e crianças, pois a proteção dos adultos se estende a todos os membros do grupo familiar.
Deste modo, as festas como a da "nominação" (atribuição do primeiro nome em Guarani), envolvem toda a comunidade do Posto Indígena Inácio Martins - Rio Areia, e mais os parentes de outros postos, pois este é o ritual em que o indivíduo se torna um Guarani, e todos comemoram sua entrada no universo indígena.
é nas "Casas de Reza" construída pelos homens, de acordo com as técnicas tradicionais, onde as práticas rituais continuam ocorrendo, tendo o Pajé a função de presidi-las.
Tornar-se Pajé, como sempre ocorreu entre os Guarani, resulta de um aprendizado especial revelado por sonhos e habilidade no trato com os elementos imateriais. As atividades na "Casa de Reza" ocorrem com muita freqüência, vários dias na semana, sempre que uma situação necessite atendimento e em cerimônias demarcadas pela comunidade. O Pajé, juntamente com o chefe dos Guarani, representam os elementos de mediação com os outros postos indígenas, a sociedade nacional e as atividades rituais. Todas as questões ou problemas existentes no Posto Indígena são resolvidos com a presença de ambos, mais a comunidade. As atividades rituais, embora presididas pelo Pajé na "Casa de Reza", conta com a presença do chefe ou sub-chefe dos Guarani, participando das cerimônias homens e mulheres, velhos, adultos, jovens e crianças.
A chefia dos Guarani resulta do consenso da população indígena, não havendo tempo determinado no exercício desta função. A qualquer momento a partir do descontentamento da comunidade, o chefe pode ser substituído pois sua atuação é discutida por todos. A atribuição da chefia a um Guarani relaciona-se com a liderança que detém no trato das coisas materiais, e a do Pajé àquela das imateriais. Diferentemente do chefe, o Pajé exerce suas atividades até a morte.
Há na área do P. I. Rio do Areia uma igreja evangélica a qual alguns homens adultos freqüentam aos sábados. Estes mesmos homens participam, durante a semana, dos rituais que ocorrem na "Casa de Reza".
Constata-se, pois, que a adoção pelos Mbya Guarani de alguns valores da sociedade complexa, não suplantou os da sociedade ágrafa. O uso de ferramentas mais eficazes na obtenção de instrumentos, alimentos, comercialização dos produtos, as habitações, a alfabetização, a medicina alopática, os novos ritos, coexistem com os já estabelecidos. Até a década de 40, as mulheres produziam objetos de cerâmica e os homens confeccionavam instrumentos com a ponta de flecha em pedra. Alguns idosos ainda detém o conhecimento destas técnicas, mas não os produzem mais. Os jovens desconhecem tais técnicas e objetos, pois usam instrumentos industrializados como machado e faca de metal e pratos e copos de louça. Porém, facões, machados e facas são utilizados para produzir mais eficazmente a coleta dos frutos, da taquara, derrubada da capoeira, produção de adorno. Pratos e copos são usados na presença de não índios, com alimentos industrializados pois o milho, a mandioca, a batata doce, o pinhão e as aves assadas no fogo de chão dispensam o uso de tais instrumentos.
A adaptação às novas tecnologias e valores, com os quais são obrigados a conviver, não atinge igualmente todas as esferas da cultura. Desse modo, algumas práticas culturais incorporam mais elementos exógenos, outras menos, resultando em práticas combinadas ou paralelas.
A freqüência dos homens à igreja evangélica não impede que os mesmos aceitem e participem dos rituais e festas realizadas pela comunidade e dirigidos pelo Pajé. A iniciação evangélica pelo batismo dos adultos convive com a iniciação ao universo Guarani na festa da nominação das crianças dirigida pelo Pajé.
A socialização baseada na oralidade, no exemplo dos mais velhos, na memória social, nas relações face-a-face, propiciam a incorporação daqueles elementos como meio, e não como fim. Permite também que o conhecimento seja transmitido a todos de acordo com as atribuições próprias do sexo e da idade. Terão acesso ao universo dos homens todos os indivíduos do sexo masculino assim como ao universo das mulheres todos os indivíduos do sexo feminino. Não há conhecimento escrito reservado ou que privilegie um grupo ou indivíduo, diferentemente do que ocorre na sociedade complexa onde a divisão social e o acesso à escrita representam instrumentos de poder. Na sociedade Mbya Guarani, a tradição permanece como elemento unificador garantindo suas práticas sociais.
Bibliografia
ACIOLY, T. G. de Abreu. A posse e o uso da terra: modernização agropecuária de Guarapuava. Curitiba: Biblioteca Pública do Paraná, 1986.
BIBLIOTECA NACIONAL. Notícia da Conquista e Descobrimento dos Sertões do Tibagi. Anais, vol. 76, 1956. Rio de Janeiro: Divisão de Publicação, 1962.
BORBA, Telêmaco. Actualidade indigena. Curitiba: Typologia Comercio, 1908.
BRASIL. [Governo Geral: 1768 - 1774: D. Luis Antonio de Souza Batollo de MOURãO]. Notícia da Conquista e Descobrimento dos Sertões do Tibagi na Capitania de São Paulo realizado por Afonso Botelho de S. Paio e Souza no ano de 1768 até o ano de 1774. Rio de Janeiro: 1774.
BRASIL. Justiça Federal de 1a Instância, Circunscrição Judiciária de Guarapuava. Autos n° 98.40.12240-1. Laudo Antropológico, 2000.
BRASIL. Justiça Federal de 1ª Instância, Circunscrição Judiciária de Guarapuava, Autos nº 1998.70.06.013247-9. Laudo Antropológico, 2005, elaborado por Zulmara Clara Sauner Posse.
CHMYZ, Igor. Estudo ambiental do Projeto Usina Hidrelétrica Salto Caxias. Curitiba: COPEL, 1998. [inédito]
_____. Projeto arqueológico Foz do Areia: Relatório das pesquisas arqueológicas realizadas na área da Usina Hidrelétrica Foz do Areia. Curitiba: COPEL, 1980. [inédito].
_____. Projeto Arqueológico Segredo: Relatório das pesquisas arqueológicas realizadas na área da Usina Hidrelétrica de Salto Segredo. Curitiba: COPEL, 1994. [inédito].
_____. Relatório das pesquisas arqueológicas realizadas na área da Usina Hidrelétrica de Salto Santiago. Florianópolis: EletroSul, 1981.
_____. Subsídios para o estudo arqueológico do Vale do Rio Iguaçu. In: Revista do CEPA. Curitiba: UFPR, 1968.
_____. Terminologia arqueológica brasileira para a cerâmica. Cadernos de Arqueologia e Artes Populares. Paranaguá: UFPR, 1976.
LOVATO, Leda. A contribuição de Franz Keller à etnografia do Paraná. Boletim do Museu do índio n° 1, nov. 1974. Rio de Janeiro: Ministério do Interior/FUNAI, 1974.
MAACK, Reinhard. Geologia física do Estado do Paraná. Curitiba: BADEPR, 1968.
MACHADO, Brasil Pinheiro. Formação da estrutura agrária tradicional dos Campos Gerais.Boletim do Departamento de História da UFPR. Curitiba: UFPR, 1963.
METRAUX, Alfred. la civilization materielle des tribus tupi-guarani. Paris: P. Geuthner, 1928.
MELIÁ, Bartolomeu. Elogio de la lengua guaraní: contextos para uma educación bilíngüe en el Paraguay. Assunción del Paraguay: CEPAG, 1995.
MINISTÉRIO DO INTERIOR - FUNDAÇÃO NACIONAL DO ÍNDIO. Relatório Antropológico AI Rio Areias 1994. Brasília: Diretoria de Assuntos Fundiários, 1994.
MINISTéRIO DA GUERRA - SERVIçO DE PROTEçãO AOS íNDIOS [Sertório Rosa]. Relatório de inspecção procedido nos toldos das estradas do Paraná e Santa Catarina em junho de 1937. Brasília, 1937.
MOTA, Lúcio Tadeu. O aço, a cruz e a terra: índios e brancos no Paraná Provincial. (1853 - 1889) Assis: UNESP, 1998. (tese de doutorado)
PARANá, Presidente da Província [1866 : André Augusto de Pádua Fleury]. Relatório da Província do Paraná sobre a Exploração do Rio Iguassu em 15.02.1866 e Anexos.Curitiba: Typografia Lopes, 1866.
RIBEIRO, Berta G. Diário do Xingu. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1979.
RIBEIRO, Berta G. Perspectivas etnológicas (1957-1988) para arqueólogos. In.: MEGGERS, Betty J., Prehistria sudamericana: nuevas perspectivas. Santiago, Chile: Editorial Universitaria, 1992.
SANTOS, Zeloi Martins dos. Os Campos de Guarapuava na política indígena Provincial do Paraná:1854-1889. Assis: UNESP, 1999.
SCHADEN, Egon, Aspectos fundamentais da cultura Guaraní. São Paulo: EDUSP, 1974.
_____. Aculturação indígena. São Paulo: Pioneira, 1969.
_____. Leituras de etnologia brasileira. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1976.
TOMMASINO, Kimye. A História dos KAINGANG da Bacia do Tibagi: uma Sociedade Jê Meridional em Movimento. São Paulo: USP, 1995. (tese de doutorado)




