Nazismo para brasileiro ver. Um olhar encomendado sobre a Alemanha nazista (1938-1942)
Depois de proibidas as atividades políticas a estrangeiros no Brasil, em abril de 1938, a embaixada alemã no Brasil, buscando garantir o mercado comercial brasileiro e que este país não se envolvesse politicamente nas questões diplomáticas, políticas e militares européias, procura, através de jornalistas brasileiros, Divulgar o papel da Alemanha no comércio exterior brasileiro e difundir a ideologia nazista por meio de periódicos e livros. Neste sentido, destaca-se a função dos jornalistas Vicente Paz Fontenla, através de livros de sua autoria e de um semanário carioca de economia e política, e Wladimir Bernardes, na direção de um importante jornal diário da capital federal do período. Esta comunicação buscará discutir a relação entre a política externa da Alemanha nazista para o Brasil e a difusão da ideologia nazista no país por meio da ação destes jornalistas no conjunto de suas obras.
Criado pouco mais de um mês após a chegada de Hitler ao poder (13 de março de 1933), o Ministério do Reich para o Esclarecimento do Povo e Propaganda (Reichsministerium für Volksaufklärung und Propaganda), através das Câmaras de Imprensa, de Cinema, do Rádio e da Cultura, se ocupava de todas as atividades culturais da Alemanha nazista.1 Sob a direção de Joseph Paul Goebbels, este ministério também se preocupava em manter uma "boa imagem" do regime nazista no exterior. Os aspectos violentos da ideologia e da ação nazistas eram suprimidos e, em seu lugar, veiculavam-se as imagens de um povo entusiasmado com o novo regime e com as medidas adotadas por Hitler e pelo partido para conduzir à "renovação nacional". as agências de notícias buscavam evidenciar nos fatos cotidianos a aceitação das concepções da ideologia nacional-socialista2: o anti-parlamentarismo, o anti-capitalismo mesclado ao anti-semitismo, e a noção de que as crises econômicAs eram provocadas pelos interesses das potências capitalistAs ocidentais ("pânico das classes médias") eram os principais pontos abordados no discurso nazista no exterior.3
A agência de notícias estatal alemã Transocean buscou encontrar canais para as publicações dAs notícias organizadas segundo as diretrizes do Ministério da Propaganda alemão. de acordo com Jürgen Müller, No Brasil, através de seu representante, Kurt Barwich, a Transocean conseguiu publicar suas notícias apenas de forma isolada na grande imprensa.4 Jornais como o Jornal do Commércio e O Globo não aceitavam as notícias da Transocean. O primeiro, porque "estava sob forte influência francesa e utilizava, em geral, a agência Havas"; o segundo, porque um de seus diretores, Herbert Moses, de ascendência Judaica e presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), não aceitava o teor anti-semita e anti-democrático das notícias provenientes do serviço telegráfico da Transocean. Segundo Müller, isso Se devia justamente ao fato de que as notícias dessa agência eram excessivamente doutrinárias.5
Em 18 de abril de 1938, o Presidente da República, Getúlio Vargas, por meio do decreto-lei n° 383, proibiu a atividade política a estrangeiros no país. Além disso, a campanha de nacionalização empreendida por Vargas determinava, pelo decreto-lei n° 406, de 04 de maio de 19386, que nenhum periódico ou material didático poderia ser publicado em língua estrangeira. Este decreto foi ratificado em julho de 1939, pela Portaria n° 2.277, do Ministério da Justiça e Negócios Interiores, que considerava que "a impressão de periódicos em língua estrangeira e sua circulação no país não constitui um serviço à cultura nacional, uma vez que têm por fim manter os caracteres nativos decorrentes da imigração, Dificultando-lhes a assimilação ao meio brasileiro", e determinava que somente seria concedida autorização de circulação a publicações cujos textos estivessem exclusivamente em língua portuguesa7. Junto a tudo isso, em dezembro de 1939, a criação do departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), com o intuito de controlar a imprensa brasileira no sentido de favorecer o regime de Vargas, acabou por dificultar ainda mais a circulação de publicações em língua estrangeira ou que não seguissem a ideologia do regime.
Os nazistas foram diretamente afetados por essas medidas. as publicações em alemão do partido nazista no sul do país cessaram a partir desta data - apesar dAs incansáveis tentativas do então embaixador alemão no Rio de Janeiro, Karl Ritter, de fazer com que Oswaldo Aranha, ministro das Relações Exteriores, revisse as posições da legislação em vigor no que dizia respeito à campanha de nacionalização. No sudeste, alguns periódicos adotaram a tradução dos seus artigos em língua estrangeira. Mas a principal alternativa encarada pelos diplomatas alemães do período, depois do cerco da legislação, foi investir na publicação de artigos e notícias em língua portuguesa em jornais brasileiros.
Este artigo pretende estabelecer um paralelo entre os objetivos da política externa alemã para o Brasil e a difusão da ideologia nazista através dos artigos de jornais cariocAs publicados entre 1938 e 1942. Estes jornais funcionaram como um instrumento da propaganda nazista no Brasil, difundindo concepções ideológicas nazistas em língua portuguesa e contrapondo-se à influência marcante do discurso dos aliados ocidentais na imprensa brasileira.
Entre os anos de 1938 e 1941, coube a Vicente Paz Fontenla a responsabilidade de alimentar um periódico com artigos sobre a guerra na Europa, buscando atrair a opinião pública brasileira para a causa dos países do Eixo. Além do jornal, Fontenla publicou livros que enalteciam a causa nazista. No ano de 1943 foi preso e recolhido à Colônia Penal Cândido Mendes, na Ilha Grande, por representar "perigo para os interesses nacionais", uma vez que fora constatado seu envolvimento com o Eixo Roma-Berlim8.
O outro veículo de informação, a Gazeta de Notícias, foi fundada no Rio de Janeiro em agosto de 1875 e rapidamente se transformou numa referência de combatividade à política imperial, defendendo as causas abolicionista e republicana. tornou-se, então, importante jornal da capital do Império e, após a proclamação da república, tendeu a variar de opinião de acordo com os interesses políticos do momento. Essa característica lhe rendeu uma desvelada antipatia popular, manifesta no ataque às Suas oficinas e escritórios após a Revolução de 1930, o que obrigou a Gazeta a deixar de circular por quatro anos.9
Em 1938, durante a gestão do jornalista Wladimir Loureiro Bernardes (1923-1942), os artigos publicados por este jornalista como editoriais da Gazeta de Notícias tinham um discurso que abordava temáticas ideológicas nazistas, como os pontos expostos acima. Além disso, valorizavam-se as notícias vindas da Transocean e acontecimentos envolvendo o desenvolvimento bélico e técnico-científico alemão, assim como o expansionismo territorial sobre Áustria e Tchecoslováquia. depois de iniciada a guerra, os artigos assinados por Bernardes passam a atacar - com elementos retóricos característicos do discurso ideológico nazista - Diretamente os aliados ocidentais (Inglaterra e França).
Fontenla começou sua carreira jornalística em 1919, aos 15 anos de idade, na redação do Monitor Mercantil, um pequeno jornal sobre economia de onde extraiu parte de sua experiência no jornalismo econômico, que exerceria até pouco antes de sua morte, em 1978.10 Depois do fim da Segunda Guerra Mundial seus textos não adotavam mais o mesmo discurso dos anos iniciais do conflito; dedicavam-se a análises econômicas factuais sobre momentos da história brasileira.11
Em 1938, Vicente Paz Fontenla entrou em contato com membros da Missão diplomática alemã no Rio de Janeiro para obter dados estatísticos sobre o comércio germânico-brasileiro. Segundo ele, sua intenção era escrever livros sobre o "comércio de compensação" entre Alemanha e Brasil. depois de apresentar suas idéias ao Conselheiro Comercial da Embaixada da Alemanha, Victor Blascke, este manifestou o interesse da embaixada de publicar artigos próprios em jornais cariocas, o que estaria sendo dificultado pela legislação federal em vigor.
Ao saber da intenção de Blascke, Fontenla se ofereceu para escrever os artigos que interessariam à embaixada e publicá-los na imprensa carioca. A idéia agradou a Blascke, que a submeteu à consideração de Hans Henning von Cossel, apresentado como adido cultural da embaixada alemã no Brasil12. após a aprovação da idéia por von cossel, Fontenla foi encaminhado para o Serviço de Imprensa da embaixada, sob a chefia de Walter Goede, que combinou com ele o pagamento a receber pelos artigos e livros escritos. Ficava acertada, então, a quantia de Cr$ 2.000,00 mensais pela publicação do boletim e um valor entre Cr$ 2.000,00 e Cr$ 5.000,00 pelos livros que por ventura viessem a ser publicados. com esses valores, Fontenla dava início à publicação do Boletim Mercantil de estudos político-econômicos documentados13. mais tarde, entre 1940 e 1941, Fontenla publicaria cinco livros compilando os artigos do Boletim ou simplesmente com textos novos.
Para o Boletim Mercantil, a razão para a origem dos conflitos mundiais eram as "pretensões hegemônicas de Ingleses e franceses", manifestas através de disputAs econômicas entre potências imperialistas. em artigo do dia 25 de novembro de 1940, o periódico afirmava que "As guerras da Inglaterra, já se disse e os fatos confirmam, são exclusivamente econômicas". Assim, para ratificar sua hegemonia mundial os ingleses deveriam "esmagar a sua terrível rival nos mercados do mundo"14, ou seja, a Alemanha.
O Boletim Mercantil defendia a neutralidade brasileira frente ao conflito europeu e culpava o que chamava de "plutocracia anglo-franco-judaica" pela guerra iniciada em 1939, reafirmando o Seu caráter europeu:
"a retórica franco-britânica não deve impressionar aos brasileiros. (...) precisamos de Paz, de Neutralidade, para realizarmos um grande esforço no sentido de ampliar e fortalecer o mercado interno, elevando a capacidade aquisitiva das populações e garantindo, assim, o consumo de uma parte maior de nossos produtos, conforme as palavras do Presidente Getúlio Vargas, discursando em São Paulo, ao definir perante as classes conservadoras a nossa posição como país exportador de matérias-primas e mostrando os reflexos da guerra na economia nacional." 15
Sobre a mesma questão da neutralidade, a Gazeta de Notícias ora defendia nossa posição neutra, ora culpava os aliados ocidentais por uma possível "crise econômica seguida de convulsões sociais" que surgiria, segundo sua visão, se fossem mantidos os bloqueios ao comércio entre Brasil e Alemanha.
Em 30 de setembro de 1939, menos de um mês após o início da guerra na Europa, Bernardes escrevia:
"...o neutro, o imparcial, o que não se deixa possuir pela cegueira de partidarismos desenfreados, é sempre suspeito. (...) Madame de Stael dizia que ‘aimer, c’est préférer’. E como, justamente, amamos muito a nossa terra, é que, em face da conflagração européa, nos mantemos estrictamente neutros, imparciaes, (...), para podermos preferir os interesses do Brasil..." 16
Em 1940, Bernardes manifestava sua indignação frente ao bloqueio marítimo imposto pelos aliados ocidentais aos navios brasileiros que rumavam para portos alemães. Nesse texto, também fica evidente sua tentativa de relacionar o comprometimento das exportações brasileiras às crises econômicas e "subversões sociais" de que poderia o Brasil ser vítima:
"...o desmantelamento de toda a nossa rêde commercial de exportação já é por muitos encarada como uma coisa irremediável. Como neutros, somos, desta forma, empurrados em nome da Humanidade, não para a voragem da guerra, mas para um vórtice ainda mais tumultuário, qual seja os rumos de uma crise econômica, seguida de violentas subversões sociaes." 17
O discurso de Bernardes também pode se encaixar no que Karl Dietrich Bracher chamou de "pânico das classes médias", ou seja, a sustentação de um clima de tensão para a burguesia que envolvia o temor desta classe de perder, no caso de uma revolução socialista, os privilégios que havia conquistado. A referência era sempre a de que uma crise econômica gerava tensão social que ameaçava o controle mantido pelas elites, como aconteceu na Alemanha no início da década de 1920.
Fontenla, por sua vez, também apresentava argumentos que relacionassem a crise econômica às tensões sociais e à ameaça aos privilégios da elite. para ele, "só a intervenção dos governos autoritários é capaz de conter as manifestações de um pequeno número de indivíduos capazes de por em perigo a segurança de toda a sociedade"18 ; Leia-se, nesse caso, os judeus.
A democracia liberal era também foco do ataque dos artigos dos Jornais de Fontenla e Bernardes. A este regime, tido como tipicamente ocidental e frágil, os artigos opunham o autoritarismo do regime fascista, como exposto no trecho acima, extraído do livro de Fontenla. Para ele, "o regime parlamentar foi uma fase passageira entre o feudalismo e a democracia autoritária."19
O regime liberal-democrata era visto, pela Gazeta de Notícias, como a "síntese política da plutocracia anglo-judaica" e insuficiente para as necessidades que se apresentavam às sociedades do período:
"o organismo democrático está velho. É inefficiente para as funcções que lhe estão reservadas na evolução do mundo moderno. muitas são as causas da sua decadência e do seu fatal desapparecimento. O que o animava, não mais o anima; nem a verdade munificente, nem a poderosa mola do respeito e do amor, nem o sopro da transubstanciação e da recreação que governava o âmago da célula religiosa." 20
Depois de analisarmos os textos destes dois jornais, observamos a relação de ambos com os argumentos ideológicos nazistas. Além disso, fica clara a interseção argumentativa dos textos dos dois periódicos. Podemos supor, então, que ambos têm uma mesma fonte, um mesmo fornecedor de informações para que fossem escritos.
Fontenla declarou, em seu depoimento à polícia do Rio de Janeiro21, ter sido pago pela embaixada da Alemanha para que escrevesse e publicasse seus artigos na imprensa carioca através dos livros e do Boletim Mercantil. Afirmou também que recebia da mesma embaixada as informações sobre acontecimentos europeus e os dados estatísticos para que compusesse seus textos. Havia um acordo prevendo, inclusive, remuneração entre Fontenla e a embaixada para que os artigos fossem publicados. a fonte de Fontenla era, então, o corpo diplomático alemão em serviço no Rio de Janeiro.
No caso de Bernardes, torna-se um pouco mais complicado afirmar com certeza sua ligação com os círculos nazistas no país e fora dele. isto é, não foram localizadAs fontes que comprovassem o seu envolvimento com a diplomacia alemã. No entanto, os textos dos dois jornalistas deixam entrever um mesmo enquadramento ideológico. em entrevista ao historiador Carlos Eduardo Leal, o jornalista Osmar de Almeida Flores, diretor da Gazeta de Notícias entre as décadas de 1970 e 1980, afirmava que a relação de Bernardes com o Eixo tinha uma "contrapartida financeira"22 . essa "contrapartida financeira" poderia significar o mesmo envolvimento negociado que Fontenla mantinha com a embaixada, o que revelaria um plano estratégico da política externa alemã no sentido de contrabalançar - ou mesmo suplantar - a influência das potências ocidentais na imprensa brasileira e manter aberto um canal de difusão da ideologia nazista e do ponto de vista alemão sobre o desenvolvimento das questões políticas, sociais e econômicas mundiais.
O rompimento das relações diplomáticas entre Brasil e Alemanha em 1942 impediu a continuidade desse suposto esquema. em 1942 Bernardes deixou a direção da Gazeta, permanecendo, entretanto, como seu proprietário até 1949. Fontenla foi preso em 1943 por seu relacionamento com a embaixada alemã e um novo esquema em que se envolvia, dessa vez com a embaixada dos Estados Unidos, o que despertou as suspeitAs da polícia de que ele poderia estar protagonizando uma tentativa nazista de conseguir informações da diplomacia norte-americana.
Se Fontenla e Bernardes foram instrumentos de uma estratégia do Ministério da Propaganda em conjunto com o Ministério do Exterior da Alemanha, mesmo que as fontes disponíveis nos arquivos brasileiros não permitam afirmar positivamente, podemos assim supor, tendo em vista os argumentos da ideologia nazista valorizados pela propaganda e que estão presentes nos textos desses jornalistas.
Notas
1 Cf. GUIOT, adelin e RESTELINI, Patrick. L´art nazi. Bruxelles: Éditions Complèxe, 1996. p. 22-27.
2 Idem, p. 23.
3 Sobre os principais pontos da ideologia nazista, ver BRACHER, Karl Dietrich. Hitler et la dictature allemande. Paris: Éditions complèxe, 1995. p. 200-203.
4 Müller refere-se aqui ao Jornal do Brasil, que aceitava publicar algumas notícias da Transocean. Cf. MÜLLER, Jürgen. Nationalsozialismus in Lateinamerika: Die Auslandsorganisation der NSDAP in Argentinien, Brasilien, Chile und Mexiko, 1931-1945. Stuttgart: Verlag Hans-Dieter Heinz / Akademisher Verlag Stuttgart, 1997. p. 267.
5 Idem.
6 Regulamentado pelo Decreto n° 3.010, de 20 de agosto do mesmo ano.
7 APERJ. Fundo Polícias Políticas, Série Norte-americano, notação 1.
8 Ofício de Alcides Etchegoyen, chefe da Delegacia Especial de Segurança Política e Social (DESPS) do Rio de Janeiro, para a Chefatura de Polícia do Distrito Federal. In: APERJ. Fundo Polícias Políticas, Série Prontuários, Notação GB 37.546.
9 Para maiores informações sobre a história da Gazeta de Notícias, ver ASPERTI, Clara Miguel. a vida carioca nos jornais: A Gazeta de Notícias e a defesa da crônica. VII Jornada Multidisciplinar "Humanidades em Comunicação". Bauru: FAAC/Unesp, 2005. Disponível em http://ns.faac.unesp.br/eventos/jornada2005/
trabalhos/68_clara_miguel.htm, acessado em 29.05.2006; SODRÉ, Nelson Werneck. História da Imprensa no Brasil. Rio de Janeiro: Martins Fontes, 1983; LEAL, Carlos Eduardo. Gazeta de Notícias. In: DHBB - CD-ROM - Rio de Janeiro, FGV.
10 Fontenla aposentou-se em 1974 e faleceu quatro anos mais tarde.
11 É o caso de História dos Bancos no Brasil. Rio de Janeiro, editora do Banco Central do Brasil, 1ª edição de 1965 e 2ª em 1975.
12 Von Cossel era o líder do partido nazista no Brasil, porém fora apresentado a Fontenla como adido cultural, provavelmente, por conta do decreto n° 383, de 18.04.1938, que proibia atividade política de estrangeiros no Brasil.
13 APERJ. Fundo Polícias Políticas, Série prontuários, Notação GB 37.546.
14 BM n° 416, de 25.11.1940. APERJ, Fundo PolíciAs Políticas, Série DESPS, Setor Alemão, Pasta 11, Dossiê 14.
15 Idem.
16 Gazeta de Notícias, 30.09.1939.
17 Gazeta de Notícias, 03.04.1940.
18 FONTENLA, Vicente Paz. A Insídia Financeira. Rio de Janeiro: Leuzinger S.A., 1941. p. 13
19 Grifo meu. Idem.
20 Gazeta de Notícias, 27.03.1940.
21 APERJ. Fundo Polícias Políticas, Série prontuários, Notação GB 37.546.
22 LEAL, Carlos Eduardo. Gazeta de Notícias. In: DHBB - CD-ROM - Rio de Janeiro, FGV.
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