Exploração, conquista e organização espacial jesuítica na América Espanhola Colonial
Desde sua chegada à América, em 1549, até a sua expulsão, em 1767, os jesuítas foram ativos participantes da colonização européia do continente. Como administradores de colégios, chácaras, sítios, fazendas e estâncias, ou como encarregados de povoados indígenas, os jesuítas foram promotores de uma ampla organização espacial destinada a manter e expandir suas atividades evangelizadoras. Também participaram de diversas explorações geográficas em lugares como a Amazônia, a Baixa Califórnia, o México, a Patagônia, a cordilheira dos Andes, o deserto do Chaco, e as florestas e pampas da região do Rio da Prata. Igualmente, produziram uma vasta cartografia referente aos lugares por onde passaram, demonstrando sua intenção em descrever e reconhecer a geografia e distribuição espacial das sociedades indígenas. Como resultado de suas múltiplas atividades, deixaram uma grande quantidade de registros na forma de textos, livros, crônicas, diários, iconografias e mapas. A análise de parte desta documentação permite estabelecer as relações entre as ações dos jesuítas e o espaço americano durante o período colonial. Partindo de pressupostos teóricos da geografia e destacando as diferentes dimensões da ação jesuítica sobre o espaço, o objetivo deste trabalho é realizar uma aproximação com as práticas e estratégias jesuíticas na exploração, conquista e organização espacial da América colonial.




