A escrita indígena nas reduções jesuítico-guarani
Apesar da relevância apresentada pela escrita nas reduções jesuítico-guarani, como uma das estratégias de evangelização, não há estudos que analisem as apropriações efetuados pelos índios diante da alfabetização recebida. De fato, nos primeiros anos, a escrita indígena esteve restrita a cópia e adaptação - ao idioma guarani - dos textos religiosos, exercício através do qual foram iniciados na reinvenção sistemática da sua língua. Contudo, em algumas oportunidades, especialmente aqueles momentos de tensão ou conflito, os guaranis destinaram novas funções para os modelos culturais compartilhados. Os documentos redigidos em língua guarani e, posteriormente, em espanhol, permitem examinar a difusão do alfabeto e analisar os aspectos sócio-culturais relacionados às práticas letradas. A escrita indígena, registrada em diferentes suportes e com finalidades diversas, obriga-nos a rever em grande medida as avaliações simplistas que consideravam a atividade "escriturária" como um fato menor ou mesmo restrita aos textos canônicos. Enfim, a elite indígena, nas reduções, escreveu com freqüência e, por vezes, com maior desenvoltura do que os colonizadores hispano-americanos.
Apesar da relevância apresentada pela escrita nas reduções jesuíticas, como uma das estratégias de evangelização, não há estudos que analisem as apropriações efetuados pelos guaranis diante da alfabetização recebida.1 De fato, a escrita indígena esteve restrita inicialmente a reprodução do cânone religioso. A prática da "reescrita cristã" por meio da tradução, adaptação e cópia dos textos religiosos, iniciou os guaranis na reinvenção e recriação sistemática da sua língua.2
Por certo o domínio do alfabeto foi uma decorrência da catequese praticada nas reduções, cujo aprendizado permitiu aos índios atingir uma notável destreza nas práticas letradas. Em algumas oportunidades, inclusive, elaboraram obras de caráter devocional3 -livros, na sua maioria com finalidade litúrgica ou catequética-, participando diretamente na elaboração de vocabulários, catecismos e gramáticas. Motivo pelo qual as reduções jesuítico-guaranis configuravam-se no Paraguai, entre os séculos XVII e XVIII, como um espaço social da escrita.4
Tal fato permitiu-lhes conferir novos usos à "razão gráfica", agora direcionada às necessidades de comunicação junto à sociedade colonial rio-platense. Assim em algumas oportunidades, especialmente aqueles momentos de tensão ou conflito, os guaranis destinaram outras funções para os modelos culturais compartilhados.
Com efeito, os documentos redigidos em língua guarani e, posteriormente, em espanhol, permitem examinar a difusão do alfabeto e analisar os aspectos socioculturais relacionados às práticas letradas. A escrita indígena, registrada em diferentes suportes e com finalidades diversas, obriga-nos a rever em grande medida as avaliações simplistas que consideravam a atividade "escriturária" como um fato menor ou mesmo restrita aos textos canônicos nas reduções.
Elite e alfabetização nas reduções
A instrução alfabética promovida nas reduções, inicialmente voltada aos caciques, proporcionava as condições para que os Guaranis elaborassem novas formas de expressão escrita. A partir de situações diferenciadas de contato com o "universo letrado" a escrita foi sendo valorizada e utilizada no espaço reducional, principalmente, entre àqueles que faziam parte da "elite" missioneira.
Entretanto, nem todos que integravam este grupo eram alfabetizados. E, a elite, igualmente não se apresentava de maneira homogênea. Podemos indicar, de maneira geral, uma divisão tripartida, uma tipologia definida por critérios de "recrutamento". O primeiro: grupo referia-se a um segmento nativo, hereditário, onde estavam os caciques e seus descendentes. A nobreza nativa apresentou papel de destaque nos anos iniciais de vida em redução, recebendo o título de Don. O segundo grupo foi escolhido pelos jesuítas. Eles souberam valorizar os indígenas de talento, preferencialmente para as tarefas administrativas.5 Ao lado desses dois grupos figurava uma outra elite, estabelecida a partir do mérito religioso e empenho devocional. Fervor religioso e devoção serviam de critério para definir aqueles que poderiam atuar junto às congregações, espaços voltados a aperfeiçoar a fé cristã e disciplina religiosa. O fato de participar de uma congregação também era sinônimo de habilidade com algum instrumento musical. Em geral, estes segmentos apresentavam cruzamentos, sendo comum um indígena estar inserido em mais de um grupo.
A necessidade social da escrita, inclusive, foi uma realidade pronunciada, determinando que a capacidade alfabética desfrutasse de prestígio e conferisse distinção aos índios letrados. Motivo pelo qual a aptidão letrada foi mais recorrente entre os ocupantes de cargos junto aos cabildos missioneros, modalidade de "conselho municipal" adotado na administração das reduções a partir da aplicação da legislação hispânica. Entre os integrantes dos cabildos, todos conhecidos como cabildoiguara (cabildantes), há inúmeras provas de familiaridade no manejo da pluma. A escrita foi utilizada por corregedores, capitães e alcaides. Contudo, a documentação consultada indica que ela foi mais pronunciada entre os mayordomos (administradores) e quatiapohoras (secretários).
Nas reduções, a habilidade manifesta por alguns guaranis no manuseio das letras credenciou-lhes a exercerem o ofício de professores. A instrução alfabética também competia aos maestros de capilla sujeitos encarregados da orientação musical. As atividades de escrita costumavam estar conjugadas com as artes musicais, integrando as artes y oficios ministradas nas reduções.
Em suma, mesmo de forma seletiva foi facultado aos guaranis à instrução alfabética. Inicialmente como copistas e, posteriormente, como "autores", eles manifestaram um domínio pronunciado da ars scribendi, que estava muito além do simples domínio do abecedário. Diante do convívio com diferentes níveis das práticas de escrita os indígenas letrados, em determinadas ocasiões, serviram-se de sua capacidade gráfica de maneiras, muitas vezes, inesperadas.
"Voavam bilhetes": a escritofilia indigena nas reduções.
O Tratado de Madri, assinado em 1750, estabelecia a permuta de sete reduções localizadas na banda oriental, - de um total de 30 - pertencente à Espanha, a serem entregues a Portugal, em troca da Colônia do Sacramento. A decisão repercutiu de forma acentuada na América meridional, estimulando a comunicação epistolar. O intenso uso da escrita por parte dos indígenas foi verificado a partir da divulgação a eles dos termos presentes ao acordo ajustado entre as monarquias ibéricas
Os trabalhos de demarcação dos novos limites que a execução do referido Tratado requeria gerou uma constante correspondência entre os comissários peninsulares, Gomes Freire e o Marquês de Valdelírios. Entretanto, a prática da escrita como instrumento de comunicação e negociação política, não esteve restrito unicamente aos plenipotenciários ibéricos, sendo igualmente um expediente muito utilizado pelos guaranis missioneiros.6
A presença dos funcionários ibéricos no território implicado na permuta ampliou as oportunidades de exercício da epistolografia por parte dos guaranis, de maneira autonôma, sem o controle dos jesuítas. Os testemunhos da prática "escriturária" indígena missioneira encontram-se nos papéis apreendidos pelas comissões demarcadoras, e nos demais textos que hoje repousam em arquivos sul-americanos ou europeus (ou seja, documentos dispersos e sem qualquer indexação prévia), como as notícias e informes presentes na correspondência dos missionários jesuítas.
Segundo as anotações de dois jesuítas, Bernardo Nusdorffer7 e Thadeo Henis,8 nessa época, a qualquer notícia recém chega às reduções volaban correios por los pueblos. Desses papéis que voavam, muitos eram bilhetes e cartas escritos pelos Guaranis, destinados a seus parentes, aos jesuítas ou às autoridades coloniais. Os bilhetes por sua escrita urgente e rápida, por serem fáceis de portar e mesmo ocultar, foram o principal meio de comunicação utilizado entre os Guaranis. O uso de bilhetes pelos guaranis é mencionado com freqüência na documentação, todavia são raros os exemplares que sobreviveram.
O certo é que os guaranis escreveram com freqüência durante o período de conflito nas reduções e a escritofilia - apego à escrita - manifesta por eles permitem repensar as relações históricas estabelecidas com o passado missioneiro e o território oriental. A documentação igualmente sinaliza uma discussão pouco referida pela historiografia dedicada ao tema, ou seja, a existência da defesa por escrito daquele que seria o ponto de vista dos indígenas. Em suma: os textos escritos pelos índios missioneiros, e mesmo suas traduções, atualmente, despertam interesse a partir dos aportes da história da cultura escrita.9
As interpretações históricas orientadas por esta perspectiva teórico-metodológica, com eminente vocação interdisciplinar têm privilegiado a análise das funções, usos e práticas relacionadas com o escrito. Os procedimentos metodológicos em questão têm fornecido algumas pistas e subsídios importantes para investigar os materiais escritos e desvendar os significados subjacentes à expressão gráfica. A prioridade é conhecer as distintas intenções que nortearam o ato de escrever e as suas relações com o poder. A escrita é concebida como um conjunto de práticas que podem contribuir para melhor compreender as mudanças e transformações sócio-culturais em um determinado momento.
Nesse aspecto, a prática da escrita introduzira uma mediação singular entre os distintos protagonistas e, em determinadas ocasiões, os guaranis alfabetizados manejaram com desenvoltura tal tecnologia. A inserção da elite missioneira em algumas rotinas administrativas do mundo colonial ampliava as suas possibilidades de contato e interação com a sociedade rio-platense. O conjunto de habilidades requeridas no provimento dos cabildos facultava a uma fração da população missioneira, letrada ou não, contato com as práticas burocráticas da monarquia espanhola.10 Não podemos pressupor que esta competência alfabética determinasse um distanciamento em relação aos demais indígenas reduzidos, mas criava uma mediação diferenciada com as hierarquias da sociedade e às suas possíveis interações.
Pode-se afirmar que as mudanças verificadas nas maneiras de conduzir as negociações fora o resultado do convívio prolongado dos indígenas com as práticas letradas, sobretudo a partir do século XVIII. A familiaridade manifesta por alguns Guaranis com as diferentes formas textuais, foi um fator que estimulou novos usos para a competência gráfica indígena, ampliando as possibilidades de uma relação pessoal e mais direta com o mundo dos textos, permitindo eliminar a atuação dos intermediadores.11
De fato os indígenas letrados escreveram diversos textos na forma de bilhetes, cartas e memoriais, além de narrativas pessoais. Os documentos redigidos em guarani e, posteriormente, em espanhol, localizados em diferentes arquivos, bibliotecas e coleções, indicam a necessidade de revisar os diagnósticos existentes quanto à difusão da escrita nas reduções guarani, nos séculos XVII e XVIII, pois a elite indígena, escreveu com freqüência e, por vezes, com maior desenvoltura do que os colonizadores hispano-americanos.
escrita, auto-governo e memória indígena
Nas reduções a progressiva ampliação do número de sujeitos capazes de registrarem por escrito suas opiniões também era o resultado da sobreposição de gerações de guaranis alfabetizados. Este incremento favoreceu a uma modificação nas relações entre os indivíduos e o mundo letrado, cujos reflexos foram visíveis nas rotinas missioneiras. Se, por um lado, agora as lideranças guaranis atribuíram um valor político à escrita como expressão de seu auto-governo - a partir do rompimento da aliança que mantinham com os jesuítas12; por outro, a crise deflagrada permitiu registrar a diversificação da produção textual dos guaranis, oportunidade na qual a escrita também serviu de antídoto contra a amnésia social, ou seja, o esquecimento.
Através dos distintos documentos produzidos pelos índios, ainda hoje, podemos identificar as características que a escrita adotou nas reduções, visto que eles inventavam novas funções para os modelos culturais compartilhados. Com efeito, qualquer tentativa de identificar as formas textuais elaboradas pelos indígenas missioneiros, deve levar em conta o fato de que os registros elaborados por eles nem sempre apresentavam as características específicas de um único gênero textual, sendo o desdobramento do modelo epistolar.
A prática da escrita indígena, em um momento especialmente dramático, como foi a primeira campanha dos exércitos ibéricos no ano de 1754, em direção ao território implicado na permuta, atingiu níveis elevados. As experiências de contato intercultural, vivenciadas nesse conturbado ano, intensificou por parte da elite missioneira o interesse em registrar os acontecimentos que protagonizaram ou presenciaram como testemunhas. A disposição em escrever foi surpreendente, tanto pelo aspecto quantitativo como pelo qualitativo dos textos. A multiplicação dos escritos, à época, permite explorar as modalidades que a produção textual indígena atingiu nas reduções.
O recurso à escrita, nesses anos de conflito, visava igualmente registrar o fluxo dos acontecimentos. A intensificação das negociações, em determinados períodos, conferia a cada encontro novas perspectivas. Os momentos excepcionais foram avaliados como dignos de audiências mais amplas, e, principalmente distantes. Transpor para o papel tais acontecimentos encontrava justificativa diante da relevância atribuía a estes fatos no destino da população missioneira. Portanto, através das evidências da comunicação epistolar e de textos como atas capitulares, diários e memoriais é possível dimensionar os usos que eles reservaram a escrita e a quais demandas respondia.
Por certo, entre os guaranis letrados de uma redução, os secretários em decorrência do seu ofício, estavam sujeitos a um convívio mais próximo com os instrumentos de escrita. Em determinados momentos aproveitaram a quebra de protocolos, como foram as viagens acompanhando à milícia missioneira e redigiram diários com suas impressões a respeito do que estavam presenciando. Em algumas ocasiões de mobilização bélica foi possível a alguns quatiapohara dar vazão aos ímpetos letrados. Os episódios transcorridos durante o período de deslocamento de tropas serviam de pretexto para a busca do registro no papel.
A competência gráfica dos secretários, por exemplo, se fez latente nos momentos de estranhamento com os lusitanos. A percepção aguçada do contexto em que estavam inseridos, envolvidos em longa expectativa, provavelmente estimulou o registro diário da jornada rumo a uma das margens do rio da Prata, no início do século XVIII.13
De fato, a redação de um diário é uma evidência da preocupação dos guaranis em forjar um registro dos dias agitados, conturbados. Por sua vez, a disposição material, na forma de um livro, sinaliza uma intencionalidade claramente vinculada à preservação do texto. Os episódios narrados foram valorados como dignos de memória. A função social da escrita, em ocasiões de contato com o "inimigo histórico", como foram os portugueses, ao que parece era a de operar como instrumento de conservação de experiências passadas consideradas decisivos para a coletividade.
Escrever uma crônica era um modo de participar, de atuar nos assuntos mais candentes. O rigor ou ênfase dedicado a um determinado tema poderia servir de indício da condição sócio-cultural do redator. Foi o caso de Primo Ybarenda, então servidor na redução de São Miguel, e futuro secretário. Em setembro de 1753 ele resenhou alguns fatos em tom de indagação e remeteu sua epístola ao governador de Buenos Aires, José de Andonaegui. A carta, ao contrário do que se poderia imaginar, não foi escrita para manifestar contrariedade às ordens de transmigração e sim informar da perplexidade de uma parcela da população diante do impasse que estavam enfrentando.14 Nessa época a escrita indígena nas reduções começava a demonstrar sinais de um distanciamento do cânone religioso. Período em que ficou mais evidente a diversificação dos gêneros textuais redigidos pelos guaranis.
Por certo, o recurso à comunicação epistolar, sem os estreitos vínculos com a reescrita religiosa, ao que tudo indica, foi mais incidente entre os secretários de cabildos. As facilidades inerentes ao desempenho das funções de escrivões, como a atenção em elaborar relatos precisos, comprovam o cuidado em evitar qualquer confusão na datação dos acontecimentos. A explicita preocupação com a exata cronologia dos fatos, presente no texto elaborado por Francisco Arazaye (provavelmente secretário de São Luis), confirma esta afirmação. A notação precisa das datas configura um indício da formação de um escrivão. Pois, ao final do texto, registrou: "Esto es lo que paso el dia 13 de Noviembre. Yo lo escribê a 18 de Noviembre de 1754. Francisco Arazaye".15
Como vimos, primeiro foram os bilhetes e as cartas, posteriormente os textos mais longos na forma de relatos, alguns próximos a de uma crônica pessoal. As cartas, cujas mensagens estavam centradas principalmente na comunicação oficial, foram o ponto de partida para outras modalidades de textos voltados a registrar experiências de caráter pessoal, ou coletivo. A escrita foi tanto um meio acionado para enfrentar os novos desafios, quanto uma maneira de criar constância dos fatos mais relevantes.
Ao que tudo indica, a escrita ao extravasar os âmbitos tradicionalmente reservados a ela, como eram os espaços destinados ao ensino das primeiras letras e os cabildos, criava as condições para que ela fosse praticada por indivíduos que mesmo inseridos no mundo das letras, nem sempre fizeram um uso mais amplo da instrução alfabética recebida. Foi, justamente, nos períodos de maior proximidade ou mesmo contato com os funcionários encarregados da demarcação, que alguns Guaranis ultrapassaram os usos tradicionalmente reservados à escrita nas reduções. Ocasiões em que mantiveram uma relação mais pessoal com o texto, principalmente para estabelecer um relato, uma memória indígena dos momentos atípicos verificados durante a execução dos trabalhos demarcatórios. Há inúmeras provas do quanto os guaranis alfabetizados sentiram-se atraídos pela idéia de produzir relatos ou deixar mensagens. Entretanto, nem sempre encontrava os meios necessários à escrita, como papel e tinta. Motivo pelo qual, em determinadas ocasiões, deixaram inscrições afixadas em pedaços de couro ou tábuas.
Concluindo, a análise conjunta do corpus documental guarani sinaliza que houve diferentes usos e manifestações da escrita indígena nos momentos de tensão ou crise nas reduções. Em alguns momentos, avaliados como digno de registro, eles recorreram com freqüência as suas competências alfabéticas. Nessas ocasiões redigiram textos tanto na tentativa de comunicar-se com seus companheiros, como em outros escritos procuravam negociar diretamente com as autoridades coloniais, oportunidades nas quais aproveitavam para recordar seus vínculos e trabalhos prestados a monarquia católica, como vassalos do rei de Espanha. Documentos que atualmente permitem reconhecer o papel político desempenhado pelos guaranis letrados nos conflitos demarcatórios em meados do século XVIII.
Notas
1 CERTEAU, Michel de. A invenção do cotidiano: 1. Artes de Fazer. Petrópolis: Vozes, 1994.
2 VILLAGRA-BATOUX, Delicia. El Guaraní Paraguayo: de la oralidad a la lengua literaria. Asunción: Expolibro, 2002.
3 No século XVII, segundo uma das fontes da época, os Guaranis já estavam exercitando sua instrução alfabética. Por meio do jesuíta Francisco Jarque, que compilou informações de outros religiosos, somos informados que um cacique da redução de Loreto, compôs Platicas y Sermones en su lengua e, uma vez concluída a redação dos sermões ofereceu aos padres seus textos. JARQUE, Francisco. Insignes misioneros de la Compañia de Jesús en la Provincia del Paraguay. Pamplona: Joan Micoan, 1687.p.361.
4 ORUé POZZO, Aníbal. Oralidad y escritura en Paraguay: comunicación, antropologia e historia. Asunción: Arandurã: Universidad Autónoma de Asunción, 2002.
5 Para uma descrição do perfil dos integrantes da elite missioneira e as tarefas desempenhadas, ver: HAUBERT, Maxime. índios e jesuítas no tempo das missões. São Paulo: Cia das Letras, 1990. p. 223-232.
6 NEUMANN, Eduardo S. Práticas letradas guaranis: produção e usos da escrita indígena (séculos XVII e XVIII). Tese (doutorado): UFRJ, 2005.
7 "XV- Relação do padre Bernardo Nusdorffer sobre o plano de mudança dos 7 povos desde 1750 até fins de 1755". in Manuscritos da Coleção de Angelis, 1969.p.139-300;
8 ."Diário histórico de la rebelión y guerra de los pueblos guaraníes, situados en la costa oriental del río Uruguay, del año de 1754", in Colección de Angelis. Buenos Aires: Ed. Plus Ultra, 1970, p.447-563.
9 Para uma discussão a respeito da questão da escrita e sociedade ver: BOUZA, Alvarez, Fernando. Del escribano a la biblioteca. la civilización escrita en la Alta Edad Média (siglos XV-XVII). Madrid: Síntesis, 1992; CLANCHY, Michael T. From memory to written record: England, 1066-1307. London: Edward Arnold, 1979; -----."la cultura escrita, la ley y el poder del estado". Seminario Internacional d’Estudis sobre la Cultura Escrita. Universitat de Valencia: Departamento d’Història de l’Antiguitat i de la Cultura Escrita, 1999; PETRUCCI, Armando. Alfabetismo, escritura, sociedad. Barcelona: Gedisa, 1999; ----la ciencia de la escritura: primera lección de paleografia. Buenos Aires: F.C. Económica, 2003; CASTILLO Gómez (org.). Escribir y leer en el siglo de Cervantes. Barcelona: Gedisa, 1999. ----. (coord.). Historia de la cultura escrita. Del Próximo Oriente Antiguo a la sociedad informatizada. Gijón: TREA, 2002.
10 No reinado de Felipe II, o Império espanhol foi gerenciado através do mundo dos papéis. E, o uso da escrita voltada a função administrativa, "estaba produciendo una paulatina escriturización de la sociedad, en la que la escritura terminará por afectar de una forma u otra a capas cada vez más amplias de la población". BOUZA, Alvarez. Imagen y propaganda: capítulos de historia cultural de Felipe II. Madrid: Akal, 1998.p. 40.
11 CHARTIER, Roger. "As práticas da escrita", in História da vida privada 3: Renascença ao Século das Luzes. CHARTIER, Roger (org.). São Paulo: Companhia das Letras, 1991, p. 119.
12 AVELLANEDA, Mercedes. " Orígenes de la alianza jesuíta-guaraní y su consolidación en el siglo XVII", Memoria Americana, Cuadernos de Etnohistoria, 8, 1999, pp.173-200.
13 MELIÁ, Bartomeu. "Un Guaraní reportero de guerra". Acción: revista paraguaya de reflexión y dialogo. Asunción, n 208, 2000, p. 20-23.
14 Archivo General de las índias (Sevilla) (A.G.I). Audiencia de Buenos Aires. Legajo 42. Tradução de carta de Primo Ybarenda.
15 A.H.N. Sección. Clero-Jesuitas. Legajo 120, Cajá 2, Doc 54. (Relato de P. Escandón [3] 8-XI-1755. Célebre audiência que dio el general Freyre â los cabos principales de los indios. Folio 129).




