Entre o báculo e a espada: os bispos do Pará e do Maranhão no período pombalino
A comunicação aborda a atuação de alguns bispos do Pará (D. Frei Miguel de Bulhões e Sousa e D. Frei João de São José e Queirós) e do Maranhão (D. Frei Antônio de São José), do ponto de vista da cooperação e do conflito com os governadores do Estado do Grão-Pará e Maranhão. Enquanto D. Frei Miguel foi o exemplo mais acabado de colaborador, tendo se destacado na formulação de planos para o desenvolvimento das conquistas do Norte e no exercício interino da função governativa, D. Frei Antônio vivenciou no Maranhão os reflexos do regalismo no embate com o braço secular da colonização. Quanto a D. Frei João, de início mostrou-se disposto a colaborar com o governador Manuel Bernardo de Melo e Castro, mas acabou caindo em desgraça por causa dos próprios planos para a recuperação econômica do Estado.
Outros artigos de Fabiano Vilaça dos Santos:
- “Escandaloso desatino”: a sedição de 1755 em Belém do Grão-Pará
- Feitos de armas e efeitos de recompensa: perfil do sertanista Fernão Carrilho
- A reação dos "cidadãos" do Estado do Maranhão aos "maus procedimentos" do estado do Maranhão aos "maus procedimentos" do governador João da Maia da Gama (1722/1728)
- Pedras do Ofício: Alexandre de Sousa Freire e os jesuítas no Estado do Maranhão (1728-1732)




