Francisco da Costa Barros: um leal vassalo de El-Rei, que com enorme nobreza e inteligência prestou serviços a Vossa Magestade
O presente trabalho é parte integrante da pesquisa para a dissertação de mestrado intitulada “Justiça e poder no Brasil colonial: os Ouvidores Gerais e suas correições na cidade do Rio de Janeiro”. Em 1636, as correições na cidade do Rio de Janeiro foram realizadas pelo Ouvidor interino Francisco da Costa Barros, descendente do conquistador vicentino João Pereira de Souza Botafogo, que exerceu vários cargos na administração, sempre prestando serviços a Coroa. Após retornar de uma de suas visitas ao reino, recebeu a mercê de renunciar ao ofício de Escrivão da Fazenda Real, do qual era proprietário há mais de vinte e cinco anos, em prol de quem se casasse com uma de suas filhas. O genro em questão era Ignácio da Silveira Villalobos, que também exerceu diferentes cargos na administração ao longo do século XVII. Considerando os três campos fundamentais da política do Antigo Regime: a Fazenda, a Justiça e a Guerra, Costa Barros era parte integrante de pelo menos duas dessas administrações. Assim, minha proposta é trabalhar com a trajetória de Francisco da Costa Barros, destacando sua atuação e sua busca pela ascensão social, honra e privilégios. Além de destacar a manutenção de cargos administrativos em alguns núcleos familiares.




