Estado Novo: autoritarismo e conciliação política
Ao contrário do que possa à primeira vista parecer, as idéias de autoritarismo e conciliação política não são excludentes ou paradoxais, ao menos quando nos referimos aos tempos do Estado Novo. Embora nossa historiografia seja unânime em defini-lo como um regime autoritário, que extinguiu os partidos políticos e submeteu os Estados e suas oligarquias à intervenção do poder central, muitos historiadores utilizam-se também do conceito de ‘Estado de Compromisso’ em suas análises sobre este período. Nesse mesmo sentido, de acordo com seus próprios intelectuais, o autoritarismo do regime justificava-se exatamente por seu ideal de união nacional, em oposição ao antigo espírito de facção dos partidos e das oligarquias regionais. Analisar estas questões se constitui, portanto, no objetivo deste breve estudo.




