Bibliotecas, livros e leituras franciscanas no nordeste do Brasil (1596-1852)
A história do franciscanismo e da cultura letrada sempre foi ambígua. O movimento franciscano, apoiado nas orientações de São Francisco que não escondia a sua resistência à cultura livresca, viveria desde então num dilema permanente: possuir ou não livros, investir ou não em "Livrarias", espaços por excelência dos saberes. O trabalho que ora apresentamos procurará iniciar uma reflexão sobre as bibliotecas, os acervos bibliográficos e as leituras franciscanas no Brasil colonial. As cronologias que apresentamos se situam em duas atitudes franciscanas face ao desenvolvimento da formação sócio-religiosa do Brasil. Em 1596, funda-se o primeiro curso de teologia, no convento franciscano de Olinda, ocasião em que, obrigatoriamente, investe-se na formação de um acervo bibliotecário. Pouco se sabee nem tampouco se tem pesquisado sobre o tema. Entretanto, em 1852, num manuscrito sobre as "Livrarias" franciscanas de Olinda, Recife e Igaraçu, podemos iniciar um esboço sobre o acervo dessas bibliotecas e tentar perceber a sua repercussão na formação do pensamento no Brasil.




